Rejeição é apenas “redirecção”!

Rejeição! Não há ninguém que goste de passar por ela ou de a sentir… Mas a rejeição é uma parte inevitável da vida, e do ser humano. Ao longo da nossa existência podemos ser rejeitadas por parceiros, por amigos, por empregos, por oportunidades e até pela nossa própria família. Nunca NINGUÉM foi bem sucedido na vida ou no amor sem ter enfrentado a rejeição um dia. Absolutamente ninguém!

Todos nós passamos por essa (desagradável) experiência de sermos rejeitados, e ainda assim, nas alturas em que isso acontece, é também quando nós nos sentimos mais sozinhas, mais deslocadas, mais impotentes e mais indesejadas… Na verdade, muita da dor que sentimos quando somos rejeitadas, não é sequer decorrente da perda em si, mas do que nós dizemos a nós próprias acerca dessa perda e do significado que lhe atribuímos… A dor advém das formas cruéis em como falamos connosco mesmas,  a forma nos colocamos para baixo e dizemos que não somos boas o suficiente, que fomos burras, que não pensamos direito, que temos algo de errado, que não somos adequadas, que não prestamos, que somos inferiores e piores que os outros… e facilmente inundamos a nossa mente com pensamentos negativos e depreciativos sobre nós mesmas, perdendo a esperança no nosso futuro, baseadas num único acontecimento isolado.

Quando passamos por uma rejeição, nós elevamos e damos demasiada importância a quem ou ao que nos rejeitou, e deitamo-nos abaixo nesse processo. Os empregos parecem-nos melhores quando não os conseguimos… Os homens parecem-nos mais interessantes ou atraentes quando não nos ligam de volta ou quando nos deixam ou trocam… Aquele relacionamento começa a parecer-nos maravilhoso quando nos esquecemos do motivo pelo qual ele acabou… E isto é muito perigoso, mas muito perigoso mesmo, porque lidar com a perda em si já difícil o suficiente sem ainda por cima termos que lidar com uma coisa que na realidade nem sequer existia de facto, ou com a forma perfeita que escolhemos lembrarmo-nos dela. Quando perdemos algo, perdemos mais tempo num luto por termos perdido uma fantasia, do que a lidar com o luto pelo que realmente aconteceu- os factos reais.

É perfeitamente legitimo, normal e humano sentirmo-nos desiludidas, tristes, chorar, desabafar, procurar ajuda, confidenciar nos amigos e procurar apoio junto da família… Bloquear as emoções nunca é produtivo e não é nunca uma boa estratégia a longo prazo. Contudo, se queres sobreviver, se queres crescer e se queres conseguir seguir em frente, precisas de evitar a todo o custo a mentalidade de vítima e o número da coitadinha! Tens que entender e ter a consciência de que toda a gente, mas TODA A GENTE é rejeitada!

As pessoas mais bem sucedidas do mundo já foram rejeitadas… O Steve Jobs foi despedido da sua própria empresa, que ele criou… A Lady Gaga foi dispensada da sua primeira editora após apenas 3 meses de contrato… Várias agências de modelos disseram a  Cindy Crawford que não tinha possibilidades caso não retirasse o seu sinal perto da boca e a Marilyn Monroe que ela se daria melhor como secretaria… Michael Jordon foi dispensado da sua equipa de basquetebol, inúmeras estrelas super-talentosas de Hollywood nunca ganharam um Óscar…  Até a Beyoncé foi traída pelo marido!

Ser-se rejeitado é humano. A rejeição é apenas “redirecção”. Sem que nos apercebamos disso, a rejeição serve para nos afastarmos das coisas que não nos iriam servir da melhor forma, e obriga-nos por vezes a tomar decisões difíceis que ainda não estávamos preparadas para tomar, separando-nos de pessoas que nós amamos mas que não nos amam de volta, ou projectos que desejamos mas que não são adequados para nós… A rejeição coloca-nos uma importante questão: “O quanto eu realmente quero isto?”. A rejeição transfere-nos do que nós achávamos que queríamos para o que nós realmente precisamos e pode colocar-nos na direcção certa. A rejeição é natural, é um processo doloroso que requer auto-compaixão, fé, que implica um sentimento de desespero mas que nos deve fazer acreditar que o futuro pode ser melhor, que no futuro nós podemos ser melhor e fazer melhor. É um processo que, gerido com naturalidade, nos faz olhar para dentro de nós, e através dessa introspecção percebermos porque é que esta dor nos é tão difícil de aguentar… que inseguranças ou traumas são estas e de onde vêm elas? Porque é que isto dói tanto, de onde vem este recalque e que trabalho eu preciso fazer em mim, no meu passado, ou nas minhas memórias de infância para poder recuperar disto e ultrapassar estigmas? É um processo que deverá culminar na constatação que precisas de parar de lutar contra o que não adianta lutar, que precisas de parar de tentar controlar o que não controlas…

Deixa ir. Let it go.

Rejeição é apenas “redirecção”!

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1 Comment

  1. Yolanda Dehaese
    July 19, 2019 / 12:05 pm

    ❤️👏👏👏👏👌, obrigada pela linda mensagem de encorajamento, muito forte .
    Grata.

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